O Curso Básico de Formação em Política Nacional de Gestão Territorial objetiva qualificar gestores indigenas e gestores públicos da Fundação Nacional do Indio(FUNAI),do Ministerio do Meio Ambiente(MMA),do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e órgãos afins,para atuarem diretamente nos processos de implementação da PNGATI.Objetivo do Módulo 2 é incentivar a reflexão crítica dos participantes sobre a relação natureza e cultura contemplando as múltiplas identidades étnicas com o propósito de evidenciar a diversidade de perspectivas sociais e culturais sobre as relações entre homem e meio ambiente.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Os povos Arara e Gavião formularam o Ordenamento Territorial de sua terra de modo a garantir a exploração e o manejo dos recursos naturais;A preservação ambiental;A proteção das áreas sagradas;O resgaste de regiões perdidas pelo avanço dos invasores e a valorização cultural.
Em debate que trataram da questão do Plano de Gestão em terras indígenas, foi definidas os principais objetivos pelas lideranças indígenas: promover atividades que trazem benefícios econômicos em longo prazo; emancipar os povos indígenas da tutela e substituir servidão pela autonomia econômica; Dar poder a grupos indígenas na perspectiva de controle sobre suas próprias necessidades comerciais; Apoiar uso racional dos recursos indígenas sem colocar em risco o meio ambiente ou manejo tradicional de recursos; Proteger os recursos indígenas da usurpação.
domingo, 8 de setembro de 2013
Mobilização Nacional Indígena em Defesa da Constituição Federal - 30 de setembro a 05 de outubro/2013
Prezados,
Na semana passada a APIB lançou uma convocatória para a Mobilização Nacional Indígena em Defesa da Constituição Federal, a se dar no período de 30 de setembro a 05 de outubro de 2013, data de aniversário da Constituição Federal de 1988. A proposta é reunir um número expressivo de lideranças indígenas em Brasília neste período, em moldes similares ao "Abril Indígena - Acampamento Terra Livre"; paralelamente, serão realizados atos em diversas regiões. O intuito da APIB e demais parceiros envolvidos é conseguir o maior número possível de adesões de outros atores sociais, particularmente aqueles mais afetados pelo conjunto de propostas legislativas e atos administrativos lesivos aos direitos dos povos indígenas, povos tradicionais e ao meio ambiente: movimento quilombola, extrativistas, ambientalistas, movimentos sociais do campo, organizações da sociedade civil, servidores e sindicatos, estudantes, coletivos urbanos, dentre outros.
Neste sentido, é fundamental conseguir ampla participação e apoio das organizações indigenistas, tanto na agenda em Brasília como nas mobilizações locais e regionais. Até o momento têm participado das reuniões semanais do comitê organizador junto à APIB: Associação Floresta Protegida, CIMI, CTI, Greenpeace e ISA. Também foi estabelecido um comitê de imprensa com representantes destas instituições, responsável pela comunicação e gestão do blog criado para centralizar as informações da mobilização (http://mobilizacaonacionalindigena.wordpress.com/). As manifestações de adesão e apoio devem ser encaminhadas para direitosindigenas25anoscf@gmail.com. Caso tenham interesse em participar, e tiverem alguém ligado a comunicação/assessoria de imprensa, favor pedir a inclusão de nomes/emails para o comitê da comunicação da mobilização:
- Helena Ladeira: (11) 99739 4912, helena@trabalhoindigenista.org.br
- Nathália Clark: (61) 9642 7153, nathalia.clark@greenpeace.org
- Oswaldo Souza: (61) 9103 2127, oswaldo@socioambiental.org
- Renato Santana: (61) 9979 6912, editor.porantim@cimi.org.br
domingo, 18 de agosto de 2013
Encaminhamentos-OPIRON/agosto de 2013
ORGANIZAÇÃO DOS PROFESSORES INDIGENAS DE RONDÔNIA E NOROESTE DE
MATO GROSSO- OPIRON
Prezados
companheiros e companheiras da CNPI, nós professores e professoras indígenas de
Rondônia e Noroeste de Mato Grosso, reunidos em assembléia, no dia 16 de agosto
de 2013, discutimos os principais problemas enfrentados pelos povos indígenas
relativos à Educação no Estado de Rondônia.
Verificamos
que há problemas que se estendem por muitos anos, repetidamente reivindicados
pelos povos indígenas e nunca atendidos pelo Estado. Sabemos que o problema não
é falta de dinheiro e sim falta de compromisso do governo de Rondônia com os
povos indígenas de explícito descumprimento a legislação. Alguns dos problemas
que se estendem por décadas são:
1. A
construção das escolas - Há mais de vinte anos o Governo do Estado vem
prometendo construir as escolas indígenas, mas poucas unidades foram efetivamente
construídas. Vale salientar que dentre os espaços físicos construídos observa-se
que não atendem as necessidades dos povos indígenas, seja em função do cuidado
na representação arquitetônica assegurando suas identidades, seja em relação
aos problemas estruturais graves por não terem sido acompanhados adequadamente
no processo de sua construção. Sabemos que há recursos para tais ações, mas
este não chega até as nossas comunidades.
2. Falta de
material didático para as escolas
indígenas - apesar dos professores indígenas terem produzido muitos materiais
nos cursos de formação, um dos maiores
problemas da educação escolar indígena no estado é a inexistência de material
especifico, bilíngüe e intercultural para apoiar o trabalho docente indígena. Há
um completo alheamento por parte do Governo de Rondônia no que tange a uma
política para a produção de materiais específicos para escolas, reflexos,
pensamos nós, de uma incompreensão, também, do que é escola diferenciada,
bilíngüe e intercultural – atos de omissão, descaso e irresponsabilidade
institucional que penaliza e compromete o tão sonhado Projeto de escola
diferenciada.
3. Formação
incial- o curso de formação de professores indígenas em nível médio Projeto
Açaí II está suspenso há dois anos pois a Secretaria do Estado de Educação –
SEDUC não consegue dar continuidade aos trabalhos estando aproximadamente 140
professores e professoras indígenas aguardando o retorno das aulas. Situação
que provoca desânimo e implicações negativas na qualidade da formação destes
profissionais.
4. Formação
continuada - Não existe uma política de formação continuidade para os
professores e professoras indígenas no Estado, aliás, nunca existiu. Embora
seja também um quesito evidenciado e reiterado em todas as reivindicações do
movimento indígena, o silencio institucional tem sido a única resposta.
5. Ensino
Fundamental – anos finais - denunciamos
a prática criminosa que está acontecendo em algumas regiões do estado de
Rondônia referentes à contratação de docentes não indígenas sem formação
adequada para atender este nível de ensino. Referimos-nos a contratação de pedagogos/as
em Guajará Mirim para ministrar aulas de matemática, português, história,
geografia, ciências etc. Em nossa compreensão, um faz de conta pedagógico, um
arremedo de ensino que compromete a aprendizagem, o presente e o futuro dos
estudantes indígenas.
6. Ensino
médio nas aldeias - Segundo diagnóstico do próprio estado há aproximadamente
1000 alunos e alunas aguardando o ensino médio nas aldeias e até o momento não
há previsão para a implantação desta modalidade de ensino na maioria delas.
7. Território
Etnoeducacionais - a discussão sobre os territórios etnoeducacionais configurou
uma esperança para que houvesse mais participação dos povos indígenas no
planejamento das ações das instituições governamentais, entretanto, após a
criação dos territórios, não houve mais nenhuma reunião do comitê gestor e nada
mais foi feito.
8. Reconhecimento das escolas indígenas - Até o momento
nenhuma escola indígena passou pelo processo de reconhecimento. Para os estudantes
ingressarem em outra escola precisam passar por processos avaliativos nas escolas
urbanas com vistas aos protocolos de registro.
9. Merenda e
material para os alunos - A merenda e material para os estudantes não chegam a
escola, sabemos que esses recursos são disponibilizados mas não sabemos porque
não chegam as escolas indígenas, principalmente no município de Guajará- Mirim
e Alta-Floresta.
10. Política
de Alfabetização Intercultural - Precisamos de uma ação concreta no campo da
alfabetização para as escolas indígenas, uma vez que as crianças não estão
aprendendo a ler e escrever, gerando desestímulo nos aprendizes. Propomos um
programa de formação continuada específica e diferenciada para os docentes que
atuam com esse tema.
11. Projeto Politico
Pedagógico - Os Projetos Políticos Pedagógicos das escolas indígenas devem ser
criados a partir da comunidade e não imposto pela Secretaria de Educação.
12. Criação e
implementação da Gerência de Educação Indígena - Os povos indígenas reivindicam a criação da
Gerencia de Educação Indígena no organograma da Secretaria de Educação do
Estado tendo em vista as demandas postas considerando o significativo aumento
da rede explicitamente evidenciado nos dados governamentais (INEP).
13. Criação e
implementação do Conselho de Educação Indígena - Desde o ano 2000 o movimento
indígena e parceiros da educação escolar indígena reivindicam a criação do
Conselho de Educação Indígena normativo, consultivo e deliberativo. Necessidade
justificada pelas especificidades que a escola indígena apresenta e que o
Conselho Estadual de Educação não tem dado conta.
14. Plano de
Cargo e Carreira do Magistério Indígena - Há mais de dois anos o Governo do
Estado de Rondônia se comprometeu em regularizar a situação de contratação dos
professores indígenas e técnicos administrativos por meio do concurso público,
garantido na Lei 578/2010 e até o momento isso não se efetivou.
Com esta breve
exposição gostaríamos de colocá-los a par de nossos principais problemas e
dizer da nossa preocupação com relação ao descaso do Estado com a Educação
Escolar Indígena. Não existe uma política que reconheça as diferenças culturais,
lingüísticas, nem mesmo existe uma preocupação com o atendimento das reais
necessidades estruturais das escolas. Para se ter uma ideia no ano de 2012 o
Estado adquiriu vários equipamentos para as escolas indígenas: geladeira,
freezer, fax, inclusive para aquelas que ainda nem possuem energia elétrica. O
que esperar de um governo que age assim?
Desta forma,
de posse destas informações, gostaríamos de contar com o apoio desta Comissão
no sentido de contribuir conosco exigindo do Governo do Estado que saia da
ilegalidade institucional e faça o seu papel de executor da educação escolar
indígena em Rondônia.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
2ª Conferência Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário
Na manhã do dia 16 de agosto(2013), a ORGANIZAÇÃO PADEREÉHJ marcou presença na 2ª Conferência Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, que tratou das diretrizes e as políticas públicas da agricultura familiar no contexto do envolvimento de diversos segmentos e categoria da sociedade civil, no intuito de propor ao Governo politicas públicas que de fato atenda as demandas de agricultura familiar e subsídios para execuções das ações entre os produtores e populações indígenas, quilombolas, ribeirinhos e entre outros.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Reunião do dia 14/08/013
A Organização Padereéhj participou da reunião junto a comunidade indígena Gavião na aldeia Ikolem, onde contamos com a presença dos representantes dos seguintes organismo: FUNAI, MPF, COMIN e DEINTER, na qual foi tratado as questões pertinentes a proteção e preservação de integridade do Povo Gavião pelo fato ocorrido na Terra Indígena, ou seja, assassinato envolvendo o nome do povo de forma equivocada. Umas das ações para evitar certos atos cometidos na terra indígena, foi solicitado pelas lideranças e comunidade como todo a implantação de bases de vigilância nos pontos estratégicos para controlar a entrada e saída dos não índios pela estrada que dá acesso as aldeias dos Gavião. A comunidade Gavião solicitou ainda, que a FUNAI junto ao MPF tome medidas cabíveis imediatamente quanto a situação atual enfrentado pelo povo, pois se não houver providencias a comunidade terá que tomar iniciativas de acordo com os costumes tribais. A FUNAI junto ao MPF se comprometeu a tomar providencias cabíveis o mais breve
para garantir a segurança do povo.
para garantir a segurança do povo.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
NOTA
DE ESCLARECIMENTO
Ji-Paraná, 6 de
agosto de 2013.
Nós Povos Indígenas da etnia
Gavião, da Aldeia Ikolen localizada na Terra Indígena Igarapé Lourdes em
Ji-Paraná- Rondônia, vimos por meio desta nota esclarecer que:
1-Em relação ao fato
noticiado na mídia no dia 03 de agosto de 2013, a respeito de um corpo de
um homem que foi encontrado carbonizado em nossa Terra Indígena Igarapé
Lourdes, Aldeia Ikolen, temos a informar que somos a favor de toda e qualquer
investigação para esclarecer o que aconteceu em nosso território;
2-A
Aldeia Ikolen conhecida por seus vizinhos há muitos anos, é uma comunidade
ordeira e pacífica, composta de crianças, homens e mulheres, trabalhadores;
3-Queremos
deixar bem claro que nenhum morador da Aldeia Ikolen tem a prática desonrosa de
assaltar ou cometer algum tipo de dano as pessoas que utilizam a estrada que
atravessa a Terra Indígena Igarapé Lourdes, conhecida como linha 72 de acesso
ao município de Rondolândia-MT.
4-O
Fernando não mora na Ikolen e em função de seus problemas com a justiça sua
presença tem representado um risco para todas as famílias Gavião daquela
aldeia;
5-Esclarecemos
ainda que não consideramos Fernando um indígena, apenas seu padrasto é,
inclusive este tem sido comumente ameaçado de morte por ele, o que só aumenta
ainda mais a insegurança de todos os Gavião.
6-Caso
fique comprovado que de fato Fernando foi o responsável por este crime,
solicitamos as providencias cabíveis da justiça no sentido de que a justiça
prevaleça e ao mesmo tempo, apresentamos nossa solidariedade a vítima
encontrada carbonizada em nossa comunidade, fato que nos constrange diante da
sociedade Ji- Paranaense;
7-Estamos
revoltados contra o criminoso, por ter usado o nome do Povo Gavião nesta
prática desumana, difamando a imagem desta comunidade e, culpando em geral as
comunidades indígenas.
8-Estamos
divulgando esta nota com o objetivo de esclarecer os fatos e evitar mais uma
vez as generalizações injustas sobre os indígenas e, até a própria mídia deixa
exposta o nome dos povos indígenas nas situações em que pode aumentar o
preconceito e gerar mais injustiça social. Nosso desejo é que a paz e a
tranqüilidade retornem a Aldeia Ikolen para assim continuarmos construindo um
diálogo respeitoso entre indígenas e não indígenas.
Atenciosamente
A
Comunidade Gavião
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